Por que “Robin e Marian”?

Não é o filme favorito de ninguém, só meu. Afinal, está longe, muito longe, do Robin Hood de Errol Flyn, que mais parece o Peter Pan. Este filme de 1976, dirigido por Richard Lester, deveria chamar-se A Morte de Robin Hood, por se tratar da desconstrução, conquanto lírica, do mito. O… Continue lendo

José Bonaparte

Minha cena favorita de um filme que não me agradou, Goya’s Ghosts, como já escrevi alguns posts atrás. 1808. O novo rei da Espanha, José Bonaparte, irmão de Napoleão, examina as obras de Bosch, Goya e Velásquez, na Galeria Real de Madri, decidindo quais mandará para o seu irmão imperador, em… Continue lendo

Ateísmo para Crianças

Pior ainda que admitir um erro é dar razão a um fundamentalista. Quando escrevi, em comentário anterior, que A Bússola de Ouro, do inglês Philip Pullman, não denigre igreja cristã alguma, eu estava enganado, e o zelote William Donohue, da Catholic League norte-americana, infelizmente, certo. Depois de ler as duas seqüências, A… Continue lendo

Obrigado, fundamentalistas!

Sempre que um grupo fundamentalista se manifesta contra alguma obra de arte ou entretenimento, faço questão de conhecer essa obra, não importa o que os críticos digam a respeito dela. Via de regra, tais obras são muito boas; afinal, se os fundamentalistas as odeiam, é porque algo de bom elas… Continue lendo

Muita Sombra e Pouco Goya

O judeu tcheco Milos Forman passará à história do cinema hollywoodiano como diretor de apenas um grande filme:Amadeus, de 1984. Seus outros filmes são apenas razoáveis, e o último, Goya’s Ghosts – estupidamente traduzido aqui como Sombras de Goya, não comoFantasmas de Goya –, é, no máximo, interessante, e mesmo assim somente para aficionados… Continue lendo

Entender para quê?

Devo muito a Luiz Carlos Lisboa, que em seuPequeno Guia da Literatura Universal indicou os livros que nenhum leitor esclarecido pode ignorar impunemente. Graças a ele conheci H. P. Lovecraft, um dos precursores do realismo fantástico, e também José J. Veiga, representante brasileiro maior do realismo mágico, com seu kafkiano Sombras de… Continue lendo

Reality Show com Glamour

Para a maioria dos marmanjos, um programa tão feminino como Brazil’s Next Top Model é uma mera desculpa para ver mulheres bonitas. Não nego ser um deles, sobretudo porque abomino reality shows. Esse, no entanto, tem um propósito específico e bastante pragmático, ao contrário dosBig Brothers da vida: introduzir uma nova supermodelo brasileira no… Continue lendo